"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?"
Fernando Pessoa
domingo, 4 de setembro de 2011
Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein
ter um amante
Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um.
Há também as que não têm e as que tinham e perderam. Geralmente são estas últimas que vêm ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insónia, apatia, pessimismo, crises de choro, ou as mais diversas dores.
Elas contam-me que as suas vidas correm de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar o tempo livre.
Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente a perder a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, já tinham estado noutros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão"... além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.
Assim, depois de as ouvir atentamente, eu digo-lhes que elas não precisam de nenhum anti-depressivo. Digo-lhes que o que elas precisam é de um Amante!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem o meu conselho. Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa destas ?!". Há também as que, chocadas e escandalizadas, despedem-se e não voltam nunca mais.
Às que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico-lhes o seguinte: Amante é "aquilo que nos apaixona".
É o que toma conta do nosso pensamento antes de adormecermos, e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso Amante é o que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso amante no nosso parceiro, outras vezes, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no desporto, no trabalho, na necessidade de nos transcendermos espiritualmente, numa boa refeição, no estudo, ou no prazer obsessivo do nosso passatempo preferido...
Enfim, Amante é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "ir vivendo".
E o que é "ir vivendo"? "Ir vivendo" é ter medo de viver.
É vigiar a forma como os outros vivem, é o deixarmo-nos dominar pela pressão, andar por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastarmo-nos do que é gratificante, observar decepcionados cada ruga nova que o espelho nos mostra, é aborrecermo-nos com o calor ou com o frio, com a humidade, com o sol ou com a chuva.
"Ir vivendo" é adiar a possibilidade de viver o hoje, fingindo contentarmo-nos com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contentem com "ir vivendo". Procurem um amante, sejam também um amante e um protagonista da vossa vida...
Acreditem que o trágico não é morrer, porque afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém.
O trágico é desistir de viver, por isso, e sem mais delongas, procurem um amante.
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental: "Para se estar satisfeito, activo, e sentirem-se jovens e felizes, é preciso namorar a vida".
Texto: Dr. Jorge Bucay
Livro: "Hay que buscarse un Amante"
Há também as que não têm e as que tinham e perderam. Geralmente são estas últimas que vêm ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insónia, apatia, pessimismo, crises de choro, ou as mais diversas dores.
Elas contam-me que as suas vidas correm de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar o tempo livre.
Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente a perder a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, já tinham estado noutros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão"... além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.
Assim, depois de as ouvir atentamente, eu digo-lhes que elas não precisam de nenhum anti-depressivo. Digo-lhes que o que elas precisam é de um Amante!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem o meu conselho. Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa destas ?!". Há também as que, chocadas e escandalizadas, despedem-se e não voltam nunca mais.
Às que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico-lhes o seguinte: Amante é "aquilo que nos apaixona".
É o que toma conta do nosso pensamento antes de adormecermos, e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso Amante é o que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso amante no nosso parceiro, outras vezes, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no desporto, no trabalho, na necessidade de nos transcendermos espiritualmente, numa boa refeição, no estudo, ou no prazer obsessivo do nosso passatempo preferido...
Enfim, Amante é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "ir vivendo".
E o que é "ir vivendo"? "Ir vivendo" é ter medo de viver.
É vigiar a forma como os outros vivem, é o deixarmo-nos dominar pela pressão, andar por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastarmo-nos do que é gratificante, observar decepcionados cada ruga nova que o espelho nos mostra, é aborrecermo-nos com o calor ou com o frio, com a humidade, com o sol ou com a chuva.
"Ir vivendo" é adiar a possibilidade de viver o hoje, fingindo contentarmo-nos com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contentem com "ir vivendo". Procurem um amante, sejam também um amante e um protagonista da vossa vida...
Acreditem que o trágico não é morrer, porque afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém.
O trágico é desistir de viver, por isso, e sem mais delongas, procurem um amante.
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental: "Para se estar satisfeito, activo, e sentirem-se jovens e felizes, é preciso namorar a vida".
Texto: Dr. Jorge Bucay
Livro: "Hay que buscarse un Amante"
Ontem tive medo!
Muitas vezes tenho medo, mas não como ontem...
Tive medo da loucura... E depois do amor!!!!
Tive medo porque acordei descontrolada, porque tinha um misto de raiva, dor, revolta e medo, medo de enlouquecer... Queria gritar e atirar com tudo, num pleno estado de loucura, possuída por uma estranha força que logo de seguida se transformava num choro desesperado do sufoco de uma vida...
E estes dois estados alternaram até à exaustão.
"Não quero mais viver assim"
"Estou farta da minha vida"
"Não vejo solução..."
Estes eram os pensamentos, por vezes falados, que rodopiavam na minha cabeça. Aqueles que me dizem que sou louca, que não sou merecedora do dom da vida, que me carregam ainda mais de culpa e me tornam fraca.
São também estes pensamentos que me impedem de ver o quanto sou abençoada, amada, querida... de alguma forma muito especial.
É verdade que os nossos amigos são anjos que perderam as asas para poderem estar ao nosso lado, para nos poderem abraçar e dar aquele ombro que tantas vezes pensamos não existir...
E foi também ontem, isenta de qualquer energia, que mais uma vez pude comprovar a força do AMOR!
3 Anjos desceram carregados de luz divina, Amor incondicional e muita disponibilidade e operaram um verdadeiro milagre!!!
Nenhum deles teve noção do poder da sua presença, pois estavam simplesmente a Amar, estavam ali para mim, e isso salvou-me de cair no precipício num dia em que eu não tinha força para voar...
Nenhum deles tem real consciência do quanto lhes estou grata.
Recordo estes momentos constantemente, de cada vez que a força tenta fugir, porque no fundo eu não quero cair.
Muitas vezes tenho medo, mas não como ontem...
Tive medo da loucura... E depois do amor!!!!
Tive medo porque acordei descontrolada, porque tinha um misto de raiva, dor, revolta e medo, medo de enlouquecer... Queria gritar e atirar com tudo, num pleno estado de loucura, possuída por uma estranha força que logo de seguida se transformava num choro desesperado do sufoco de uma vida...
E estes dois estados alternaram até à exaustão.
"Não quero mais viver assim"
"Estou farta da minha vida"
"Não vejo solução..."
Estes eram os pensamentos, por vezes falados, que rodopiavam na minha cabeça. Aqueles que me dizem que sou louca, que não sou merecedora do dom da vida, que me carregam ainda mais de culpa e me tornam fraca.
São também estes pensamentos que me impedem de ver o quanto sou abençoada, amada, querida... de alguma forma muito especial.
É verdade que os nossos amigos são anjos que perderam as asas para poderem estar ao nosso lado, para nos poderem abraçar e dar aquele ombro que tantas vezes pensamos não existir...
E foi também ontem, isenta de qualquer energia, que mais uma vez pude comprovar a força do AMOR!
3 Anjos desceram carregados de luz divina, Amor incondicional e muita disponibilidade e operaram um verdadeiro milagre!!!
Nenhum deles teve noção do poder da sua presença, pois estavam simplesmente a Amar, estavam ali para mim, e isso salvou-me de cair no precipício num dia em que eu não tinha força para voar...
Nenhum deles tem real consciência do quanto lhes estou grata.
Recordo estes momentos constantemente, de cada vez que a força tenta fugir, porque no fundo eu não quero cair.
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